Wednesday, 7 April 2010

Ana 1 - Etiquetas 0

O que odeio: etiquetas gigantes que picam na pele, que deformam a roupa, que se enrolam e não deixam passar a ferro decentemente.

O que descobri: um bisturi com ponta aguçada capaz de fazer a excisão com uma precisão estonteante.

Conclusão: atiro-me a elas com a naifa e dou uma risadinha no fim de vitória.

Future work: ver se não corto os dedos todos, porque deve ser coisa para doer.

Thursday, 25 March 2010

E enquanto penso nisto tudo ando À chuva com o meu micro guarda-chuva. Uma aquisição londrina, de um dia em que chovia e chovia, e eu a precisar de um guarda-chuva, e nas lojas só havia biquinis! Biquinis em Londres? E os guarda-chuvas?
E até pulei quando encontrei esta jóia de mini-micro-cobre -cucuruto-da -cabeça. Claro que o facto de estar na secção de senhora foi, de certeza, um engano da menina da loja que deveria tê-lo colocado na secção de criança.

365 dias depois e nada mudou

Após 27 anos por cá já devia saber o que é que me espera. O Inverno nunca se vai embora como quero, e o Verâo não aparece tão rápido quanto seria desejável.

Nops. E 365 dias depois cá estou eu, a morrer por Sol! Só que está frio e de chuva. E eu só consigo pensar em:
- unhas azuis e batôn cloral e vestidos que parecem lenços de seda da Hermes com estampados loucos enrolados à minha volta (para depois concluir que fico a anos luz da capa da VOGUE)
- unhas 505, lábios Rouge Coco Mademoiselle, trapos beje e branco
- azul marinho, bolinhas brancas, boca daquele vermelho

E tudo junto?!? E tudo separado?!? E tudo com Sol? Hum?

Please...

Tuesday, 2 March 2010

Eu tinha um título muito giro para este post

Eu imagino mais posts para este blog quando vou nos transportes públicos (com a criançada da uni à minha volta) do que propriamente no teclado. E num desses "posts imaginados" eu fiz este post sobre o Dexter, e tinha um título muito giro...mas foi-se.


Tenho para mim que o sr que escreve o Dexter sabe o que é que a malta gosta (malta=meninas). Seria de esperar que numa série sobre homicidos e investigações policias ele (menino lá de casa) gostasse mais do que eu (menina). Mas é ao contrário! Eu sei que a amostra é "um pouco" reduzida, no entanto isto é um facto.



O Dexter é mau, muito mau, mas nós nunca queremos que ele seja apanhado. Tem mulher, preocupa-se com a mana e dá banho à criança. Mas é um serial-killer! E isso é muito mau.



E contra tudo o que faz sentido no Mundo, só apetece levá-lo para casa, que ele tome conta de nós e se preocupe. Mesmo que de vez em quando tenha que ir afiar as facas.

Eu acho que o Dexter é a personificação do que as meninas na adolescência (e depois, e depois) querem. O menino mau, que nós no fundo achamos que se vai tornar bom mal nos conheça. O Dexter é macho quando está a enfiar agulhas em pescoços alheios, mas é um doce de pessoa e o marido moderno quando não está. Podia ser mais perfeito? É que se não fosse serial-killer não tinha metade da piada!



PS: o que me vale é a clandestinidade deste blog, senão acabavam-se os episódios do Dexter piratiados lá de casa (ilegalidade da responsabilidade do único homem a quem o facto de não ser serial-killer o torna mais perfeito)

Thursday, 11 February 2010

O meu soutien dos 60's

Eu tenho um soutien revolucionário!

Foi coisa que lhe deu recentemente, mas não acredito que passe assim tão depressa.

Volta e meia, lá vou eu pela rua e, "out of the blue":

-Oi!?! hummm...

Uma certa sensação de...liberdade?

E o malandro do soutien lá fez das suas! Desapertou-se; sozinho e sem o meu consentimento. E eu lá ganhei uma ida à casa-de-banho para o pôr no sítio.

Thursday, 4 February 2010

Lá para a Ásia

Tenho sentado à minha frente um chinês. Ao longo deste mês de convivência tenho-me deparado com alguns choques culturais. Vou sendo ser compreensiva, até porque me lembro o que é estar do outro lado. Faço perguntas para aprender mais coisas sobre um país tão distante e vou contando coisas de cá. No entanto, há coisas estranhas.
Hoje o meu colega de onde nasce o Sol mudou de camisa. Não me queixo do facto de ter mudado de camisa, até porque foi a primeira vez que isso aconteceu num mês inteiro (sim, já cheirava). O que tenho a assinalar é a escolha de cores. Eu sei que o senhor não terá trazido muita roupa (a camisola continua a ser mesma), mas mesmo assim a escolha fica muito além da minha compreensão.
Já há algum tempo li, numa revista de moda qualquer, que a inspiração de um designer tinha sido a sua viagme à Índia. Aí, tinha descoberto uma nova forma de usar cores. As combinações de cores, a forma de realçar as cores, foi uma inspiração (positiva). Lembro-me de reflectir sobre o que as outras culturas nos podem ensinar a vários níveis, do mais erúdito ao mais fútil, e como deviamos sempre estar atentos e de espirito aberto.
Ora, olhando para uma camisa às ricas largas em tons suavisados (rosa, azul, verde, amarelo, laranja) com uma camisola roxa (forte) com riscas finas verdes, pergunto-me: deverei ter mente aberto, ou este é o limite?

Friday, 15 January 2010

Fez-se luz

Hoje fez-se luz na minha cabecinha. Não há uma quantidade assim muito grande de pessoas interessantes por aí espalhadas. Pelo menos das que eu considero interessantes. Não é que eu seja esquisita, elitista ou pseudo-intelectual; longe disso. Mas acho que cada pessoa tem uma lista de características que tem que encontrar noutro ser humano para o considerar interessante. Assim, eu tenho a minha lista. E, enquanto que aos 15 anos toda a gente era interessante, agora já tenho que encontrar pelo menos 75% dessas características para achar que vale a pena o gasto de energia.

A jeito de conclusão/resolução declaro: vou passar a dedicar mais tempo às pessoas interessantes que existem à minha volta, vou cultivá-las, vou conversar muito, vou aprender tudo o que puder com elas, vou sugar tudo o que puder sobre as suas opiniões. Depois vou crescer, vou somar isso a mim, vou alterar a minha opinião ou consolidá-la. Por último, vou-me dar de volta, vou conversar, vou-me mostrar, vou falar para ser ouvida e contestada. E que este último passo seja o primeiro deste ciclo em que cresço e mudo.